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Lendas de Portugal

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1 Lendas de Portugal em Ter 18 Fev 2014 - 15:19

Lenda das Rosas da Rainha Santa Isabel


Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súbditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo.


Conta a história que um nobre despeitado informou o rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras acções de caridade e convenceu-o a por fim a estes excessos.


O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço.


Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.


De repente e mais confiante D. Isabel respondeu:


- "Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas..."


O rei irritado acusou-a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em Janeiro?


Obrigou-a, então, a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto.


O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fenómeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas.



A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou santa a rainha Isabel de Portugal.




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Um beijo Luna
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2 Re: Lendas de Portugal em Ter 18 Fev 2014 - 21:47

Obrigada, à mais famosa contadora de histórias.
Beatriz, esta é daquelas histórias que nós não esquecemos desde os bancos da escola, mas gostamos sempre de ouvir, neste caso ler.
Para ti Amiga:
"são rosas senhora são rosas"


_________________

Obrigada Luna. Te adoro!
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3 Re: Lendas de Portugal em Seg 24 Fev 2014 - 15:13

O PAJEM INVEJOSO


Estavam D. Dinis e sua mulher, a Rainha Santa Isabel, a estanciar em Monte Real, o que faziam sempre que era possível.
Certo dia, foi o Rei galopar, campos fora, levando consigo um pagem que tinha inveja de um outro pajem que era muito valoroso e estimado.
Num abrandamento da corrida que fizeram o moço fidalgo invejoso disse ao rei que o outro pajem estava apaixonado pela Rainha.
O Rei Lavrador acreditou na palavra do seu acompanhante e vendo, donde estavam, um forno de cozer cal a arder com enormes labaredas, imediatamente combinou com o forneiro de que, no dia seguinte, um pajem o iria procurar e lhe diria que ia para cumprir as ordens do seu Rei e Senhor.
Logo que tais palavras dissesse o deitasse ao forno, pois que assim convinha ao seu serviço.
Mas ... como o nosso bom povo diz: "o homem põe e Deus dispõe."
O Rei mandou o pajem, vítima inocente da intriga do colega invejoso, ir ter com o forneiro.
Este pajem, porém, que além, de destemido e considerado, era um homem justo e temente a Deus, ao passar por uma capelinha onde se dizia missa entrou e cumpriu os preceitos de bom religioso. E ali se demorou um bom pedaço.
O pajem invejoso, ansiando por saber se as ordens do Rei já estavam cumpridas tão fielmente como haviam sido dadas, não teve mão na sua maldade e meteu a galope em direcção ao forno para saber se as ordens do Rei seu Senhor, estavam cumpridas.
Palavras não eram ditas e o forneiro e os seus ajudantes agarraram no pajem invejoso e ... forno com ele.

E assim morreu queimado um invejoso e intriguista.


_________________

Um beijo Luna
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4 Re: Lendas de Portugal em Ter 25 Fev 2014 - 16:00

Não conhecia esta lenda, Beatriz, adoro Lendas de Portugal, rimances, provérbios, coisas deste género e até procura e chego a comprar livros de colectâneas. Mas esta, nunca tinha lido em parte alguma. Muito obrigada!!. Vejo que a nossa Contadora-Mor está bem activa!!!


_________________

Luna, minha Irmã, obrigada!
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5 Re: Lendas de Portugal em Qui 27 Fev 2014 - 18:43

Gostei muito das 2 lendas querida Beatriz!
Gostava de aprender muito sobre o vosso país e ainda hei de ter tempo para isso rsrs
Por hora me conformo em ler mesmo que de passagem o que essas minhas amigas escrevem aqui, ali ou acolá.


beijinhos e obrigada Wink


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6 Re: Lendas de Portugal em Sex 28 Fev 2014 - 13:43

Estas duas lendas que hoje aqui trago foram incluídas por minha filha Sónia um conjunto de textos-extra que ela preparou para um site de explicações online em que ela participou na disciplina de História.


 


Duas Lendas de Aljubarrota




    As lendas que se seguem são isso mesmo: Lendas. Mesmo a da célebre Padeira de Aljubarrota. Ninguém sabe se existiu mesmo ou, caso tenha existido, se realmente era e fez o que lhe é atribuído. Mas também ninguém pode dizer que não. Estas histórias pertencem àquela categoria de «quem conta um conto acrescenta um ponto» e é bem provável que se tenha passado alguma coisa que, depois de contada e muito acrescentada, acabou por dar as lendas que aqui vão e que assim têm sido contadas de pais para filhos.


A Padeira de Aljubarrota

Conta-se que Brites de Almeida era muito alta, muito forte e muito feia. Diz-se que nasceu em Faro, onde os pais tinham uma taberna, e que já em pequena preferia jogar à pancada com os rapazes a brincar com bonecas como as outras meninas.
Aos vinte anos ficou órfã e resolveu mudar de terra. Meteu- -se à estrada e, pelo caminho, aprendeu a manejar o pau e até a lutar com espada. Ganhou fama de grande lutadora
Um dia, um soldado que se encantou com a sua valentia, propôs-lhe casamento mas Brites, que não queria perder a sua independência respondeu que só aceitaria se ele lutasse com ela primeiro e lhe ganhasse. Durante a luta, sem querer, matou o soldado e teve de fugir para Castela mas o barco em que seguia foi abordado por piratas que a venderam como escrava a Castelhanos. Aí, pela forma como foi tratada, ganhou um ódio de morte a Castela.



A dada altura conseguiu fugir num barco que veio dar às costas de Portugal, perto da Ericeira. Como ainda era procurada pela justiça pela morte do soldado, Brites cortou os cabelos, vestiu-se de homem e tornou-se almocreve. Entretanto a Justiça esqueceu-se dela (hoje diríamos que o processo tinha sido arquivado) e Brites, cansada da vida que levava, fez-se padeira em Aljubarrota e casou com um lavrador que reconheceu ser tão forte quanto ela (mas desta vez não propôs nenhum combate para o descobrir).
Quando, a 14 de Agosto de 1385, viu os preparativos para a batalha que se iria travar, não conseguiu resistir à sua própria natureza de lutadora nem ao ódio que os Castelhanos lhe inspiravam. Pegou na primeira arma que lhe veio à mão e juntou-se ao exército português.
No dia seguinte voltou para casa muito cansada mas muito satisfeita com o resultado da batalha. Ia deitar-se e descansar um pouco quando ouviu um ruído estranho. Procurou, procurou, até que encontrou sete castelhanos escondidos dentro do forno de cozer o pão. Pegando na pá, Brites de Almeida matou-os um a um e, esquecendo o descanso, foi depois para a rua liderar um grupo de mulheres que puseram em fuga os Castelhanos que se tinham escondido nos campos e casas dos arredores.






Conta-se ainda que, depois destes feitos, a raiva e o ódio de Brites se extinguiram e restou apenas o seu amor por Portugal. Virando-se para o marido, declarou: «A partir de hoje, só volto a pegar em armas se Portugal voltar a estar em perigo. Quero viver em paz e ser mulher, a mulher que tu amas». E parece que viveram muito felizes.
    A pá de Brites, símbolo de independência (independência de Portugal e independência feminina) faz parte do estandarte de Aljubarrota.













Lenda da Bilha de S. Jorge


    Quando os exércitos de Portugal e de Castela se preparavam para a Batalha de Aljubarrota, o calor imenso de Agosto começou a provocar muita sede nos soldados. Nuno Álvares Pereira temia que a sede fosse ainda mais perigosa do que a diferença numérica entre os dois exércitos porque nada debilita mais do que a desidratação e os soldados iriam precisar de todas as suas forças.
    O Condestável encarregou, então, Antão Vasques de ir procurar água, o que era uma tarefa difícil já que ribeiros e regatos em redor estavam quase secos.
    Antão Vasques procurou, procurou  mas, ao fim de algumas horas, apenas tinha conseguido dois ou três cântaros de água suja. A batalha estava prestes a começar, os Castelhanos tinham vastas provisões de água e os Portugueses eram poucos e estavam sedentos.
    Desesperado, Antão Vasques ajoelhou-se e implorou a S. Jorge por ajuda. Logo apareceu uma camponesa que lhe estendeu uma bilha de água fresca. -«Que farei eu apenas com uma bilha?»- perguntou. A camponesa sorriu e, sem responder, foi-se embora. O Cavaleiro voltou então para junto do exército e estendeu a bilha a um soldado que se tinha deixado caír ao chão, quase sem forças. Milagre! Por mais que bebesse, a bilha ficava sempre cheia. E a água que continha chegou para matar a sede de todo o exército português e dos Ingleses que tinham vindo ajudá-lo.








    No lugar onde, reza a lenda, apareceu a camponesa, mandou o Condestável erguer a Capela de S. Jorge. Ainda hoje, quem passar pela capela encontrará sempre uma bilha de água fresca para matar a sede a quem precisar. E S. Jorge é, desde então, o Santo Padroeuro do Exército Português.




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Luna, minha Irmã, obrigada!
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7 Re: Lendas de Portugal em Sex 28 Fev 2014 - 21:53

A lenda da Padeira de Aljubarrota já conhecia dos meus tempos de estudante, e também as minhas filhas, a Gabi e a Sara, deram isso em História, a outra Lenda da Bilha de S. Jorge essa não conhecia.

A Sara neste momento anda a dar os Lusíadas na aula de Português e ontem contou-nos a história de D. Pedro de Dª. Inês de Castro, que eu também já conhecia, e vai ser a próxima que vou postar, é uma história muito linda. 

Bjinhos.


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Um beijo Luna
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8 Re: Lendas de Portugal em Dom 2 Mar 2014 - 15:17

Que história interessante esta da Brites Clara!
Mas pensei que ela ia assar os castelhanos no forno kkkk
E isto «quem conta um conto acrescenta um ponto» também acho que é verdade, ou dizem "eu aumento mas não invento" rsrs
Mas que ideia a dessa mulher lutar com o noivo e matá-lo, vixi, pela descrição inicial deu de imaginar que era pouco dotada de encantos físicos mas, há coisas que vão muito além da aparência e ela provou isso, muito legal mesmo.


Já a lenda da bilha de S. Jorge é mais uma que atribuem a este Santo rsrs  Ele era mesmo muito cuidadoso com as pessoas já em vida e continuou a zelar pro elas também após a morte.


Obrigada querida Irmã por nos a dar a conhecer Wink
beijinhos


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9 Re: Lendas de Portugal em Qua 5 Mar 2014 - 15:37

E cá vem outra linda historia do nosso Portugal, esta foi lembrada pela minha filha mais nova, a Sara, que num deste serões em casa contou-a, ela anda a dar "Os Lusíadas" na disciplina de Português e adorou esta linda lenda de amor de D. Pedro e Dª. Inês de Castro e logo me deu a ideia de vir cá conta-la.



D. Pedro e Dª Inês de Castro


D. Pedro I foi o 8º rei de Portugal. Uns chamaram-no de Justiceiro outros de Cruel. Estas "alcunhas", ou cognomes, têm a ver com uma triste história de amor que viveu quando ainda era príncipe.



D. Pedro nasceu em 1320 e era filho de D. Afonso IV, que teve muitas dificuldades durante o reinado, nomeadamente por causa de pestes e maus anos agrícolas. Viveu também muitas guerras na conquista de África, por isso queria muito agradar o povo.


Tudo começou com o casamento de D. Pedro com uma princesa espanhola, D. Constança. Não existia amor entre os dois, uma vez que o casamento foi arranjado pelos pais. Foi nessa altura que D. Pedro conheceu D. Inês de Castro, uma das aias (dama de companhia) de D. Constança, por quem se apaixonou.


Esta ligação amorosa não foi nada bem vinda. Todos tinham medo que D. Inês, filha de um poderoso nobre espanhol, pudesse ter má influência sobre o príncipe. Assim, quando D. Constança morreu, D. Afonso continuou a condenar o namoro dos dois apaixonados.


De início, D. Afonso tentou afastá-los, proibindo D. Inês de viver em Portugal. Mas isto não resultou porque os dois pombinhos foram morar para a fronteira de Portugal e Espanha e continuavam a encontrar-se. Diz-se que se casaram nesta altura, mas ninguém sabe de certeza.



O rei estava muito preocupado porque via que o povo tinha medo da influência de D. Inês, além do mais não estava nada contente com as guerras e a fome que se viviam no reino. Assim se explica a decisão de D. Afonso IV de condenar D. Inês de Castro à morte, influenciado por dois conselheiros.



O local onde D. Inês foi morta, em Coimbra, é hoje conhecido como a Quinta das Lágrimas? É um lugar onde os namorados se encontram.



Depois da execução de D. Inês de Castro, D. Pedro revoltou-se contra o pai e declarou-lhe guerra. Felizmente, a paz voltou graças à rainha-mãe, que evitou o encontro militar entre pai e filho.


Quando D. Pedro subiu ao trono, era muito cuidadoso com o povo, que gostava bastante dele. Mas uma das primeiras coisas que fez foi vingar a morte de D. Inês de Castro executando de modo cruel os ex-conselheiros do pai: mandou arrancar-lhes o coração! Dizia que era assim que se sentia desde que D. Inês tinha morrido.


O mais sinistro de toda a história é que D. Pedro elevou D. Inês de Castro a rainha já depois de morta e obrigou toda a corte a beijar-lhe a mão, ou o que restava dela (porque D. Inês já tinha morrido há dois anos).


Apesar de ter perdido o seu grande amor, D. Pedro voltou a casar-se e teve vários filhos, legítimos e ilegítimos. Dois deles chegaram a reis: D. Fernando e D. João I, Mestre de Avis.


Mandou depois construir o mosteiro de Alcobaça, onde fez um belo túmulo para D. Inês de Castro. Mesmo em frente mandou construir o seu, onde foi enterrado em 1367. Diz-se que estão nesta posição para que, quando acordarem no dia do Juízo Final, olhem imediatamente um para o outro.


A trágica história de D. Pedro e D. Inês inspirou poetas, escritores e compositores em Portugal e no estrangeiro. Camões foi um dos primeiros escritores a celebrar a lenda, em "Os Lusíadas".








E pronto, espero que gostem.


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Um beijo Luna
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10 Re: Lendas de Portugal em Qui 6 Mar 2014 - 15:13

Nunca me canso desta lenda que, aliás, só tem o nome de lenda por se ter tornado motivo de poemas, peças de teatro, músicas, etc, por todo o Mundo. Porque a história, infelizmente, é bem verdadeira...
Obrigada, Beatriz!


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11 Re: Lendas de Portugal em Sab 15 Mar 2014 - 16:37

Que linda e trágica história Beatriz!
Puxa, fiquei com os olhos marejados, é mesmo linda!


Apesar do que possa parecer crueldade a parte onde mandou arrancar o coração dos 2 conselheiros - eu achei esta parte a mais linda e tocante: "mandou arrancar-lhes o coração! Dizia que era assim que se sentia desde que D. Inês tinha morrido."


Obrigada querida, a vossa terra tem histórias e lenda lindíssimas, Portugal é mesmo um verdadeiro encanto  Wink


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12 Re: Lendas de Portugal em Seg 17 Mar 2014 - 15:51

E aqui fica mais uma lenda engraçada...





A Lenda de Timor


Conta a lenda que há muito muito tempo, um crocodilo já muito velhinho vivia numa ilha da Indonésia chamada Celebes.


Como era muito velho, este crocodilo já não tinha forças para apanhar peixes, por isso estava quase a morrer de fome.


Certo dia, resolveu entrar terra adentro à procura de algum animal que lhe servisse de alimento. Andou, andou, andou, mas não conseguiu encontrar nada para comer.


Como andou muito e não comeu nada, ficou sem forças para regressar à água.


Um rapaz ia a passar e encontrou o crocodilo exausto. Teve pena dele e ofereceu-se para o ajudar a voltar. Então, pegou-lhe pela cauda e arrastou-o de volta à água.


O crocodilo ficou-lhe muito agradecido e, em paga, disse ao rapaz que fosse ter com ele sempre que quisesse ir passear pelas águas do rio ou do mar.


O rapaz aceitou a oferta e, a partir daquele dia, muitas foram as viagens que os dois amigos fizeram juntos.


A amizade entre os dois era cada vez maior, mas, um dia, a fome foi mais forte e o crocodilo pensou que comer o rapaz era a melhor solução.


Antes de tomar esta decisão, perguntou aos outros animais o que achavam da ideia. Todos lhe disseram que era muito ingrato da parte dele querer comer o rapaz que o tinha salvo.


O crocodilo percebeu que estava a ser muito injusto e ficou com muitos remorsos. Então, resolveu partir para longe, para esconder a vergonha.


Como o rapaz era o seu único amigo, pediu-lhe que fosse com ele. O rapaz saltou para o dorso do crocodilo e deixou-se guiar pelo mar fora.


A viagem já ia longa quando o crocodilo começou a sentir-se cansado. Já exausto, resolveu parar para descansar, mas, naquele momento, o seu corpo começou a crescer e a transformar-se em pedra e terra.


Cresceu tanto que ficou do tamanho de uma ilha. O rapaz, que viajava no seu dorso, passou a ser o primeiro habitante daquela ilha em forma de crocodilo.



E assim nasceu a ilha de Timor.




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13 Re: Lendas de Portugal em Ter 18 Mar 2014 - 22:35

Beatriz, onde vai desencantar todas estas lendas?

Esta também não conhecia e é bem interessante.
Esta minha amiga é uma verdadeira enciclopédia de contos, lendas, usos e tradições portuguesas.

Sorte a nossa, em tê-la como amiga, verdade?


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14 Re: Lendas de Portugal em Sab 12 Abr 2014 - 17:10

Como hoje é mDomingo de Ramos, trago aqui comigo, para vos mostrar, uma lenda relativa ao Folar, bolo característico da época.




Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, habitava uma rapariga chamada Mariana, cujo único desejo e objectivo na vida era casar cedo. Mariana rezava todos os dias a Santa Catarina e de tanto rezar, o seu desejo acabou por se realizar. Um certo dia, surgiram-lhe dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e muito bonitos. Perante uma grande indecisão, Mariana voltou a rezar a Santa Catarina, pedindo-lhe ajuda para tomar a decisão acertada. Enquanto estava concentrada na sua oração, o lavrador pobre, chamado Amaro, bateu-lhe à porta e pediu-lhe uma resposta, marcando como data limite o Domingo de Ramos. Nesse mesmo dia, umas horas depois, apareceu o fidalgo e pediu-lhe também uma resposta. Mariana ficou sem saber o que fazer!
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha, muito aflita, foi a casa da Mariana avisá-la de que tinha visto o fidalgo e o lavrador numa luta de morte, no meio da rua. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e, ao pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera de Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, pois tinha ouvido dizer que o fidalgo ia aparecer no dia do seu casamento para matar Amaro. Mariana voltou a pedir ajuda a Santa Catarina e a imagem da Santa apareceu-lhe, a sorrir.
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar de Santa Catarina e, ao chegar a casa, viu um grande bolo com ovos inteiros, rodeado das flores que Mariana tinha posto no altar, em cima da mesa. Correu até casa de Amaro e para seu espanto, também este tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, resolveram ir agradecer-lhe. Mas também este tinha recebido o mesmo bolo. Mariana teve a certeza de que tudo aquilo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo passou a ser conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. É por isso que, nos dias de hoje, os afilhados levam um ramo de flores às madrinhas de baptismo e estas, no Domingo de Páscoa, oferecem-lhes, em retribuição, um folar.


Nota: esta lenda foi retirada da Net, do seguinte site:


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15 Re: Lendas de Portugal em Ter 22 Abr 2014 - 14:18

Mais uma bela lição de vida!

bjinho Clara.


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