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Um dia na vida de...

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1 Um dia na vida de... em Qua 12 Fev 2014 - 0:18

História não  é uma matéria amada por todos. Mas, normalmente, as pequenas estórias dentro da História atraem muita gente. Ou uma descrição do dia a dia de gente que viveu noutro espaço ou noutro tempo diferentes dos nossos.
Assim, lembrei-me de lançar este tópico que me vai divertir muito, espero que divirta Amigos e que pode até ser útil, quem sabe, a quem tem filhos  em idade de estudar…

Claro que, como todos, o tópico é aberto  a todos e quem quiser  falar deste tema ou partilhar um conhecimento do género, esteja à vontade para escrever…

Começo por:

UM DIA NA VIDA DE ANK.SU N`AMOUN
 
Todas as manhãs, ao acordar, dou graças a Osíris de ter nascido em Kemi pois pelo que tenho ouvido dizer, o meu país é caso único no  que diz respeito à forma como uma mulher é educada, como pode estudar e como a sua voz é ouvida. Tenho sorte, sobretudo, de não ter nascido entre os Helenos  e não ter de passar os meus dias confinada no gineceu
Aqui, mesmo uma camponesa tem alguma liberdade e se tiver tido, como eu, a felicidade de seus pais poderem custear os seus estudos pode até vir a ser médica, como é o meu caso.

Tenho de me apressar para ver se tudo fica em ordem antes de partir para o templo de Sekhmet a fim de honrar a deusa e de atender os muitos doentes que ali se dirigem em busca de alívio.
Namer, o meu marido, artesão especializado e muito respeitado pelo Tyaty[url=#_ftn3][/url],já partiu , muito cedo, para o sítio onde estão a preparar a última morada do nosso amado Faraó, o lugar de onde ele poderá viajar para junto dos deuses seus pares e continuar a velar por nós mesmo depois de nos ter deixado fisicamente.

Agora vou ver se Horen´heb, o nosso filho mais velho tem tudo em ordem para ir para a escola. É muito inteligente, muito aplicado e será um dia um excelente escriba. Quem sabe se virá a fazer parte da administração do nomo ou até do reino?

- Meu filho, dormiste bem? Deixa-me ver se estás impecavelmente limpo e depilado, se o teu cabelo foi totalmente rapado excepto a tua trança de garotinho e se a tua ama te pintou bem os olhos com o Khol, porque o Sol está particularmente forte hoje.


E o teu estojo de aprendiz de escriba? Não te esqueças dele! Sim, tudo está em ordem, vem só acompanhar-me numa primeira refeição, depois saímos os dois.




Aqui estão os teus rebentos de cebola,  e o teu pão com cerveja.
Desculpa estar a comer um pouco à presa mas ainda tenho de acabar de me arranjar.

Xala, a nossa escrava etíope que há  muito já não é escrava e  que consegue de meus filhos o que ninguém  mais consegue, acaba de arrumar tudo, eu ainda tenho de colocar a cabeleira e de aplicar o khol nos olhos e a pasta carmim nos lábios. 






Agora, deixa-me pegar no meu estojo de medicina. Mas… que é isso? Um papiro enrolado  que não estava aqui ontem à noite. É de Namer e é para mim… Deixa ver… Ah o meu  Namer  nunca mais tem juízo. Ele e o seu interesse pela poesia, o amor dele, os poemas que de vez em quando escreve e me oferece como agora… São lindas as suas palavras e fazem-me sentir muito amada.
 
«Quando me dá as boas-vindas
De braços bem abertos
Sinto-me como aqueles viajantes que regressam
Das longínquas terras de Punt.

Tudo se muda: o pensamento, os sentidos,
Em perfume rico e estranho.

E quando ela entreabre os lábios para beijar
Fico com a cabeça leve, ébrio sem cerveja.»

(Excerto de um poema in Poemas de Amor do Antigo Egipto, tradução de Hélder Moura Pereira, Edições Assírio e Alvim, Lisboa, 1997.)
[url=#_ftn6]
[/url]
Cá está o estojo, deixa-me ver se não esqueço o unguento para os olhos porque males de olhos é o que mais aparece pelo templo.
Vamos lá conferir:  para olhos cansados, tenho ocre, excremento de crocodilo, sal de natrão, do vermelho, um pouco de mel para ligar e fazer uma pasta que se coloca sobre as pálpebras.
E para remover aquelas películas que enevoam os olhos, tenho fel de tartaruga e, claro, o indispensável mel.    




          
Horen´heb, meu filho, vamos, a mãe deixa-te na escola antes de ir ver os doentes.
Eis-me no templo, antes de mais vou purificar-me e honrar a deusa. A nossa querida Protectora, deusa com cabeça de leoa é há muito a Patrona de quem estuda medicina.
Vamos ver se não me esqueço hoje à noite de contar a sua história a meu filho, talvez ele se interesse também por medicina..
Lavo e perfumo a estátua da deusa, sabendo que a essência de Sekhmet  aí reside.



Prostro-me e oro:

Senhora do leão, da batalha e da espada,
Sekhmet, terrível deusa, estabeleça protecção ao meu redor.
Quebre as paredes que me confinam.

Ajude-me a me livrar dos inimigos e obstáculos.
Grande Senhora, ajude- me.
Leoa da destruição e vingança,
Meus inimigos me circundam,

buscando minha queda.
Livre-me de suas influência.

Conceda-me liberdade.
Ó Poderosa e Terrível, amada de Ptah,
Atenda a meu pedido por protecção!

 
Sinto-me mais forte, mais pura, mais abençoada, é altura de deixar entrar quem busca remédio para seus males, é altura de dispensar a todos a ajuda de Sekhmet.
 
 
Valham-me Ísis e Osíris! É tarde, já , a Ama de Horen já o deve ter ido buscar, Namer deve estar em casa, devo apressar-me.
Chego junto dos meus, meu filho querido já brincou, já foi banhado, alimentado, está agora em seu quarto, sobre a sua esteira. Vou até lá dar-lhe um beijo de boa noite e contar-lhe a história de Sekhmet:


Rá, deus do Sol e soberano do Egipto, reinava em sua cidade Annu.
Ré envelhecera. Seus membros eram de prata, a carne de ouro, as articulações de lápis-lazúli. Percebeu, então, que os homens que habitavam o vale e os desertos se tornavam arrogantes e insolentes e meditavam, mesmo, revoltarem-se contra ele. Ré reuniu seu conselho: Su, Tefnu, Gebeb, Nut, Nun e o Olho de Ré. Permanece no teu posto — dizem.lhe os demais deuses — pois grande é o temor que inspiras aos homens; basta que o teu olhar se volte contra eles para que todos pereçam." Os homens, porém, pressentindo o perigo, fugiram para as monta­nhas. E os deuses disseram a Ré: "Deixa que o teu Olho vá sozinho; que ele desça sob a forma de Hator-Sekhmet". O Olho transformou-se na deusa Hator-Secmet; esta desceu para as mon­tanhas, onde estavam os homens, e, durante muitas noites e muitos dias, fez terrível carnificina. Ré assustou-se com a fúria sanguinária de Hator-Sekhmet; já que a justiça fora cumprida, cumpria-lhe, agora, salvar o resto da humanidade. Como, porém, deter o braço feroz da cruel guerreira? Como apaziguar a sede de sangue que abrasava a deusa que já conhecia o sabor do sangue humano? Mandou Ré que se preparassem sete mil bilhas de licor inebriante, de cor vermelha, e que estas fossem derrama­das no vale que ficou cheio até quatro palmos de altura. O arti­fício deu resultado. A deusa bebeu do líquido, e em tal quanti­dade que não distinguia nem os homens que junto dela se acha­vam. Então Ré chamou: "Vem em paz, graciosa deusa, vem!" E ela tornou a entrar no palácio dos deuses.


(In Dicionário de Mitologia de Tassilo Spalding)

Já dorme. Namer espera-me no jardim para uma taça  de sumo de tâmara e um joguinho de Senet.






Depois… depois vou pensar na melhor forma de lhe agradecer o poema mas isso será um segredo apenas nosso.
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 
 
 
 
 
 
 
 



 Kemi - Nome que os habitantes davam ao antigo Egipto, significando Terra Negra, a mais fértil.
 Gineceu -Aposentos destinados às mulheres na Antiga Grécia, principalmente em Atenas.
 Tyaty -Vizir, uma espécie de 1º Ministro, logo abaixo do Faraó.
 Nomo -Divisão administrativa ( uma espécie de província ou de estado) no Antigo Egipto.
 Khol -Tinta de origem vegetal, geralmente de cor negra, usada como uma espécie de eye.liner por homens, mulheres e crianças, não só por razões estéticas mas também, e principalmente, como protecção contra a forte luminosidade e as areias vindas do deserto.


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Luna, minha Irmã, obrigada!
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2 Re: Um dia na vida de... em Qua 12 Fev 2014 - 15:20

Clara adorei a estória, e se bem percebi a dinâmica, este tópico parece ser muito interessante, adoro pequenas estórias da história.

Vamos ver se entendi bem, neste tópico podia posta por exemplo o "Milagre das Rosas"? que acho que é uma estória da história ou não é isso?


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Um beijo Luna
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3 Re: Um dia na vida de... em Qua 12 Fev 2014 - 16:01

Exactamente, Beatriz. Se quiser dar um cunho mkais «histórico» ao Milagre das Rosas, pode contá-lo e dizer que esta história é muito parecida, quase igual. à que se conta a propósito da rainha Isabel de Hungria, tia da nossa Rainha Santa, também Isabel. 


Bem Clara com esta baralhou-me e acho que não entendi bem, mas também não sou assim muito boa a história.

Manela poste primeiro para ver se percebo mais alguma coisa.


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Luna, minha Irmã, obrigada!
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4 Re: Um dia na vida de... em Qua 12 Fev 2014 - 21:47

Clara também adorei a estória, e embora não tenha muito jeito, sou uma mulher de "ciências", vou  participar de certeza.
Vou esperar pelo "Milagre das Rosas" da querida Beatriz, e depois postarei. Manuela


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Obrigada Luna. Te adoro!
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5 Re: Um dia na vida de... em Qua 12 Fev 2014 - 23:42

Lindo Clarinha, já eu sou mais de ler do que escrever,já foram os tempos em que me dava vontade a escrita. Agora prefiro ler em voz alta e passear os olhos pelas palavras que escrevem. Vou ficar á espera de mais  

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6 Re: Um dia na vida de... em Qui 13 Fev 2014 - 1:19

Olá!!!  Que bom que estão a gistar.
Alguém me pode explicar o que aconteceu aí mais acinma? Apar3ce uma mensagem que parece ser minmha, com parte do que eu tinha respondidom a Beatriz e apenas parte. Depois vêm umas palavras a dizer que alguém ficou baralhado mas a assinatura da mensagem é m8inha e eu não escrevi tal nem sei quem foi. Deve ter havido um erro qualquer no fórum, na escrita e parte do meu post foi «comido». A troca de avatares e assinaturas deve ter sido um erro também.

De qualquer modo, o que eu tinha escrito a Beatriz é que sim senhora, a Lenda do Milagre das Rosas enquadra-se no tópico e que, para dar um cunho mais histórico e não apenas lendário ela poderia dizer que a mesma lenda, quase palavra por palavra é contada sobre uma outra Santa Isabel, que foi tia da nossa e rainha do país que hoje conhecemos como Hungria. E que ambas as lendas têm um fundo histórico já que ambas as rainhas ficaram conhecidas, e com razão como sendo profundamente bondoisas e caritativas. A nossa Santa Isabel costumava aplicar as rendas que recebia das terras que o marido, Don Diniz lhe tinha doado, em construção de hospitais e asilos, doações a pobres, etc... E o rei tinha tanta confiança nela, na sua bondade e sentido de justiça, que lhe concedeu o direito de exercer justiça nas terras que lhe tinha dado, excepto na aplicação de pena de morte que, por tradição, era prerrogativa apenas do rei.
Foi isto que eu disse e vou adorar ler o que a Beatriz vai escrever, ela é uma Contadora de mão  cheia!!!!

Soraia, a propósito do nome da minha egípcia, eu também já vi «A Múmia» 1 e 2 várias vezes e, quando imaginei esta egípcia foi o nome que me veio à cabeça embora uma nada tenha a ver com a outra... Quanto ao fime «O Gladiador» eu também gostei muito embora tenha imensos erros históricos que espero que os mais jovens não levem a sério. Os costumes apresentados no filme estão correctos, o ambiente e a vida do Gladiador estão correctos mas o imperador não matou o pai, nem morreu daquela forma para não falar de tudo quanto está errado no que dele apresentam. A única coisa certa é que ele era toalmente louco.Se a Soraia se interessa por este tipo de histórias passadas noutra civilização, aconselho-lhe os livros de Steven Saylor, por exemplo. São distractivos (nada de intelectual ou difícil) mas muito bem escritos e com uma Roma totalmente correcta. São mistérios e crimes passados em Roma Antiga e descobertos por um «Descobridor» o equivalente a um detective, chamado Gordiano que vive com uma scrava egípcia. No 2º ou 3º volume da série ele acaba por casar com ela porque vão ter um filho que ele não quer que nasça escravo. Acaba por ser uma filha. O ambiente em que ele vive, o das classes mais altas ou o das mmais baixas que tem de visitar para descobrir pistas fazem com que aprenda imenso sobre Roma sem se dar conta disso e chega a poder imaginar que lá vive. O primeiro volume da série, onde a saga começa. chama-se «Sangue Romano».

Beijinhos!!


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7 Re: Um dia na vida de... em Qui 13 Fev 2014 - 8:54

Clara quem escreveu a mensagem acima fui eu e hoje ao vir aqui fiquei mais baralhada ainda pois não consigo perceber o que se passou, eu apena repeti as primeira frases da Clara e ontem ficou tudo em ordem com o poste em meu nome...

Mas afinal hoje vejo o meu poste como que editado pela Clara??????? affraid


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Um beijo Luna
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8 Re: Um dia na vida de... em Qui 13 Fev 2014 - 10:34

Eu não editei nada, absolutamente nada e não percebi com0o ficou assim. E agora aparece o seu post repetido, igualziho, 2 vezes. Passa-se algo muito estranho com a escrita no fórum deve haver algum erro aí e eu nem sei o que seja.
Pode ter a certeza de que eu nunca iria ediar um post de alguém, muito menos um post seu.  Que coisa mais estranha!!!Até porque, quando se edita um post não se muda a assinatura nem o avatar de quem o postou originalmente. Não entendo mesmo o que se passou. Bem, mas vamos a factos: Milagre das Rosas é muito bem vindo e cabe aqui muito bem .
E a Beatriz sabe que pode pôr e dispor neste fórum, não sabe?
Be9ijinhos grandes!!!


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9 Re: Um dia na vida de... em Qui 13 Fev 2014 - 14:03

Olá Clarinha, vou procurar na Internet para começar a ler agora que ando com mais tempo livre. Com certeza vou adorar, ao tempo que não leio, ando sem tempo e só o trabalho e a casa me deixam exausta.
Vai-me fazer bem á mente e vai trazer-me tranquilidade, de certeza.
AHH! Não me esqueci da receita que prometi, vou fazer hoje á tarde, só tive tempo hoje ihih

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10 Re: Um dia na vida de... em Qui 13 Fev 2014 - 14:06

Queridas Amigas Beatriz e Clara, toda esta baralhada virou uma nova "estória"

Moral da "estória" ....foi um Milagre.

Beijinhos, estou só a brincar, é tão bom, mas tão bom, estar aqui outra vez.
Gosto de vocês Amigas que querem que eu faça... sou uma "pinga amor"....não levem a mal, é o meu jeito de ser.... manuela


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