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Quem é quem

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1 Quem é quem em Seg 10 Jun 2013 - 11:47

Escolhi para o dia de hoje, como papel de fundo, uma montagem de Portugueses que muito deram ao seu País. Necessariamente, muitos ficaram de fora, outros não seriam escolhidos por outras pessoas. Não podia pôr mais fotos na montagem pois perderia toda a visibilidade. E, como fui eu que fiz a montagem, a selecção obedece aos meus gostos e admirações pessoais.

Para quem tiver curiosidade, deixo aqui os nomes das várias figuras que surgem na montagem





Da esquerda para a direita e de cima para baixo:

1 - Amália Rodrigues (1920-1999) - Considerada pela maior parte dos críticos, nacionais e internacionais, como a maior fadista portuguesa.

2 - António Damásio (1944 - ) - Neurocientista português, professor da Universidade Southern na Califórnia, as suas investigações na área cognitiva e os livros que publicou têm sido decisivos para o conhecimentos das bases cerebrais da linguagem e da memória.

3 - Eusébio - (1942 - ) - Verdadeiro ídolo do futebol, é amado e respeitado por todos mesmo por jogadores e adeptos de clubes rivais do seu clube de sempre, o Benfica. Foi o primeiro jogador português a chamar a atenção para o futebol que por cá se fazia.

4 - Elvira Fortunato ( 1964 - ) - Cientista Portuguesa, Professora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e vencedora de vários prémios científicos internacionais, foi a inventora do transístor de papel.

5 - Luís de Camões (cerca de 1554 - 1580)- Maior Poeta Português segundo muitos, aventureiro, viajante, permanentemente apaixonado e arranjando «sarilhos» por causa desses amores, brigão, sincero, de tudo foi um pouco. Esteve em África e em Macau, exilado, por ordem de D. João III, por ter ferido numa briga um vassalo do Paço mas parece que a verdadeira razão foram os seus amores com uma dama da corte.
No regresso a Portugal sofreu um naufrágio e nesse naufrágio perdeu a amada chinesa (que parece ter sido uma relação estável, finalmente ), Dinamene, a quem dedicou alguns dos seus mais belos sonetos. Dedicou e leu ao rei D. Sebastião o poema «Os Lusíadas» e o rei prometeu-lhe uma tença nunca paga.
Criou-se o mito de ter vivido na miséria, o que não corresponde inteiramente à verdade.Mas viveu pobre e com bastantes dificuldades até à sua morte.

6 - Luísa Todi (1753-1833) - Uma das maiores cantoras líricas da época brilhou por esse mundo fora, tendo sido considerada uma das maiores vozes de sempre em Turim e tendo encantado váirias cortes, entre elas a de Catarina da Rússia que lhe ofereceu joias valiosíssimas para que ela permanecesse mais tempo e cantasse na corte.

7 - Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992) - Foi um dos «Capitães de Abril», tendo comandado a coluna de blindados que partiu na madrugada de 25 de Abril de 1974 de Santarém rumo a Lisboa. Foi essa coluna que montou cerco aos ministérios no Terreiro do Paço, e, mais tarde, ao Quartel do Carmo onde Marcelo Caetano se tinha refugiado. Foi ele que conversou com Marcelo Caetano (Presidente do Conselho de Ministros, equivalente a Primeiro Ministro) e dele conseguiu a rendição, foi ele quem entregou o poder ao General Spínola, foi ainda ele quem acompanhou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio, no Brasil.
Recusou sempre todos os cargos públicos, políticos e honoríficos que lhe foram oferecidos após a Revolução.

8 - Fernando Pessoa (1888-1935). Precisaria de 10 tópicos como este para começar a proximar-me de uma possível explicação de quem foi Pessoa. Considerado o sucessor de Camões, muitos pensam que o ultrapassou. Eu não tenho opinião porque sou suspeita, amo os dois de absoluta paixão.
São inúmeros os aspectos de Pessoa como Poeta. O mais conhecido, contudo, e talvez o mais importante, foi a criação dos heterónimos. Heterónimos e não pseudónimos. A diferença está em alguém que escreve sob um pseudónimo manter a sua personalidade, só o nome muda. Um heterónimo, por sua vez, é uma personagem totalmente diferente: tem uma pesonalidade distinta, uma biografia própria, vivências pessoais e únicas, que se refletem em ideologias e formas de escrita totalmente diversas.
Alberto Caeiro, um dos heterónimos, pouco tem a ver com a filosofia e a formna de escrever de Ricardo Reis, outro desses heterónimos. A diferença é tal que, para quem não souber, pode ler poemas de um e de outro e nunca lhe passar pela cabeça que foram escritos pela mesma pessoa real. Os heterónimos mais conhecidos são: Fernando Pessoa (também chamado ortónimo, considerado por ele mesmo como mais um heterónimo já que na poesia não era ele mesmo como pessoa real), Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Também muito conhecido é o semi-heterónimo Bernardo Soares, que escreveu, em prosa poética, o Livro do Desassossego. Semi-heterónimo porque Pessoa dizia que era sua própria personalidade mas quando estava sonolento... Mas existiram vários outros heterónimos, uns mais estáveis do que outros, embora não tão conhecidos.
Estudar Fernando Pessoa é obra para toda uma vida e muito ainda ficará por estudar. Contudo, qualquer um de nós se pode deliciar com os poemas, mesmo sem mergulhar a fundo na complexidade da sua Obra.
Deixo um grande Actor e Declamador Brasileiro, Paulo Autran, a dizer-nos um dos meus poemas preferidos de Álvaro de Campos:



9 - Renata Gomes (1986 - )- Investigadora, vencedora do prémio Set for Britan para os trabalhos de investigação na área da Ciência, criou uma nanopartícula que ajuda a regenerar as células do músculo cardíaco após um enfarte.

10 - Rodrigo Leão ( 1964 -) - Músico e Compositor, fez parte dos projectos Sétima Legião e Madredeus. Desde 1994 que se separa desses projectos e lança discos a solo, geralmente acompanhado pelos músicos do conjunto Vox Ensemble e convidando vários cantores, como Lula Pena, Adriana Calcanhoto, Rui Reininho, entre outros.

11 - Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) - Foi a primeira mulher a receber o Grand Prix national des Arts em 1966, e foi feita Cavaleira da Legião de Honra, também em França, em 1969. Ao casar com o pintor Arpad Szènes, Judeu e Húngaro, o regime Português não concedeu o pedido de nacionalidade a Arpad e Salazar ordenou que fosse retirada a nacionalidade também a Maria Helena. Sendo considerados apátridas, emigraram para França que os acolheu muito bem, e naturalizaram-se franceses. Maria Helena, contudo, nunca deixou de sentir-se Portuguesa, ainda que muito magoada e muito agradecida a França. O Governo Francês adquiriu várias das suas obras que estão expostas em vários museus franceses, entre eles o Louvre.

12 - José Saramago (1922-2010) - Romancista, Poeta, Dramaturgo, Ensaísta, José Saramago recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1988, o Prémio Camões em 1995 e vários outros prémios em Portugal e noutros Países. As maiores Universidades de todo o Mundo atribuiram-lhe o grau de Doutor Honoris Causa.
Em Portugal foi muitas vezes motivo de polémica pelas suas ideias de esquerda e pelas suas posições ateístas e objecto de ódios por parte de pessoas que não sabem separar o valor da Obra das ideias políticas do Autor. Uma polémica com o Governo da época, era Cavaco Silva 1º Ministro, e Sousa Lara reponsável pela Cultura, (des)Governo esse que impediu que um livro seu, O Evangelho segundo Jesus Cristo, fosse candidato a um prémio da União Europeia, levou Saramago a ir viver em Espanha, perto da famíilia da mulher, Pilar del Rio.
Em Espanha foi acarinhado por todos, desde os vários governos (de direita ou de esquerda) ao povo em geral. Em Portugal, felizmente, a maioria dos Portugueses também o admiraram e as edições dos seus romances, sucessivamente esgotadas, são prova disso.

13 - Sophia de Mello Breyner e Andresen (1919-2004) - Poetisa várias vezes premiada, foi várias vezes candidata ao Prémio Nobel. Foi também autora de histórias infantis, de teatro e de obras de ficção. Podem ler dois poemas dela no tópico que abri chamado «A Voz aos Poetas».

14 - Manoel de Oliveira (1908 -) - Realizador de Cinema, foi também actor e é internacionalmente aclamado como Mestre.
Com 105 anos de idade, continua activo e realizando novos filmes.

15 - Palmira Bastos (1875-1967) -- Grande actriz de teatro, premiada inúmeras vezes, teve uma carreira de êxitos sucessivos que durou 75 anos. Fez a sua última representação já com 91 anos.

16 - Aristides da Sousa Mendes (1885-1954) -Cônsul de Portugal em Bordéus na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou ordens expressas do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Salazar
(cargo ocupado em acumulação com a chefia do Governo), e concedeu 30
mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as
nacionalidades que desejavam fugir da França, prestes a ser invadida por Nazis.
Aristides de Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado o Schindler Português, Sousa Mendes salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil Judeus.
A 8 de Julho de 1940,
Aristides, de volta a Portugal, é punido pelo governo de Salazar, que
priva o diplomata de suas funções por um ano, diminuindo em metade o seu salário antes de o enviar para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, também lhe é retirada.

O cônsul demitido e sua família, bastante numerosa, sobrevivem graças
à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns
dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois dos seus filhos
participaram no desembarque na Normandia
Frequentou, juntamente com os seus familiares, a cantina da
assistência judaica internacional. Morreu muito pobre no Hospital da Ordem Franciscana. Não possuindo um único fato em condições, foi enterrado com um hábito cedido pelos Monges Franciscanos.
Em 1966, o Memorial (Memorial do Holocausto, situado em Jerusalém) em Israel, presta-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de "Justo entre nações". Já em 1961, haviam sido plantadas vinte árvores em sua memória nos terrenos do Museu Yad Vashem.
17 - Mariza ( 1973 - ) - considerada a «sucessora» de Amália, uma das maiores fadistas actuais e vencedora, já por duas vezes, do Prémio World Music, conta com uma lista impressionante de outros prémios internacionais, além de ser presença constante em programas de TV e palcos por esse mundo fora.
18 - D. Dinis (1261-1325)- rei de Portugal, foi também Poeta, patrono de todas as artes, um excelente rei, tendo lançado as bases de um sistema judicial digno desse nome, preparando os futuros Descobrimentos ao chamar ao País alguns dos melhores geógrafos e navegadores iralianos. Fundou a 1ª Univesidade do País, em Lisboa e mais tarde transferida para Coimbra. Ajudou ainda à consolidação da Língua Portuguesa, tendo determinado que o Português era a Língua oficial da Corte e que todos os documentos oficiais teriam de ser escritos na nossa Língua.
19 - Padre António Vieira (1608-1697) - «Príncipe da Língua Portuguesa», assim lhe chamou Fernando Pessoa. Nascido em S. Salvador da Bahía, no Brasil, foi testemunha da forma como eram tratados os Índios e, enquanto Jesuíta, opôs-se ferozmente a esse tratamento. Infelizmente não teve a mesma veemência no tratamento reserevado aos escravos de origem Africana, porque pensava que, se fosse retirada aos grandes fazendeiros toda a mão de obra com que contavam, de uma só vez, nada resultaria. Então mais valia concentrar esforços, primeiro, num só Povo: os Índios. Mas vários foram os escritos em que, não se opondo a esse tipo de escravatura, se indignava com a crueldade do procedimento dos «senhores».
Como escritor, foi um filósofo, um teólogo e um místico que falava do 5º Império, muitas vezes mal compreendido já que não se tratava de um império terreno mas sim espiritual. Padre António Vieira, e mais tarde outros, entre eles Pessoa, acreditavam que Portugal tinha inscrito no seu destino a obrigação moral de espalhar a sua língua e também a sua Fé e os seus costumes a todos os Povos sem com isso, lhes impor nenhum tipo de soberania política ou militar. Esse seria o 5º Império, diferente dos impérios anteriores, como o de Alexandre Magno, o Romano ou o de Gengis Khan...
O Português em que escreve é tão límpido e tão rico ao mesmo tempo que encanta até hoje os seus leitores, mesmo aqueles que estão nos antípodas do seu pensamento.
Foi perseguido pela Inquisição e preso por mais de uma vez mas acabou por ser absolvido por ordem do próprio Papa a quem, numa estada em Roma, tinha entregue um relatório sobre os abusos de poder pelo Tribunal do Santo Ofício. Morreu na sua terra natal, Bahía, aos 89 anos, respeitado e amado por aqueles que o rodeavam.

20 - David Mourão-Ferreira (1927-1996) - Poeta Português, hoje injustamente muito esquecido, foi o fundador de várias revistas literárias importantíssimas, como a Seara Nova e das Bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, de que foi director durante muitos anos. Foi também Secretário de Estado da Cultura mas abandonou quase de imediato, desgostoso com a Política da qual se afastou totalmente. Foi ainda Professor Universitário, brilhante, amado por quase todos os alunos, tendo influenciado muitíssimos a seguir os caminhos da Literatura e dos estudos desta.
Tanto a sua personalidade como uma grande parte dos seus poemas levaram a que fosse considerado por muitos dos estudiosos da sua Obra como um Poeta «solar».








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Luna, minha Irmã, obrigada!
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2 Parabéns pela escolha!!! em Seg 10 Jun 2013 - 15:18

Só faltou o meu querido Eça de Queirós, snif snif... Mas enfim, numa lista e num espaço tão pequeno, alguns terão que ser "sacrificados" rsrsrsrsrsr.... What a Face I love you


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Obrigada FazendeiroGeorge
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3 O meu favorito em Seg 10 Jun 2013 - 23:46

O meu favorito é mesmo Fernando Pessoa. Não há igual no mundo inteiro. É algo tão único e tão original que não tem paralelo em mais nenhum poeta deste planeta. Fernando Pessoa é um mundo, provavelmente a Coroa de Glória da nossa História. Aristides de Sousa Mendes também foi outra boa escolha. Deus, como precisamos de gente como ele nos dias de hoje. Hoje só há cobardes, sensatos e gente bem comportadinha! Estamos a precisar de pessoas que lutem pelas suas causas e corram riscos ao fazê-lo. Os Heróis deste mundo desaparecerão com Mandela...


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Obrigada FazendeiroGeorge
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